Produtos alimentícios
Associação CEST-NCM
Os códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) listados abaixo estão associados legalmente a este código CEST (Código Especificador de Substituição Tributária) para fins de substituição tributária nas operações de circulação de mercadorias, conforme estabelecido pelo Convênio ICMS 52/2017 da Confaz.
1511Óleo de palma (dendê) e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados.
1513Óleos de coco (copra), de amêndoa de palma (palmiste) (coconote) ou de babaçu, e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados.
1514Óleos de nabo silvestre, de colza ou de mostarda, e respectivas frações, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados.
1515Outras gorduras e óleos vegetais (incluindo o óleo de jojoba) ou de origem microbiana e respectivas frações, fixos, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados.
1516Gorduras e óleos animais, vegetais ou de origem microbiana e respectivas frações, parcial ou totalmente hidrogenados, interesterificados, reesterificados ou elaidinizados, mesmo refinados, mas não preparados de outro modo.
1518.00Gorduras e óleos animais, vegetais ou de origem microbiana e respectivas frações, cozidos, oxidados, desidratados, sulfurados, aerados (soprados*), estandolizados ou modificados quimicamente por qualquer outro processo, com exclusão dos da posição 15.16; misturas ou preparações não alimentícias, de gorduras ou de óleos animais, vegetais ou de origem microbiana ou de frações de diferentes gorduras ou óleos do presente Capítulo, não especificadas nem compreendidas noutras posições.
Entenda o CEST 17.075.00 – Outros óleos vegetais comestíveis não especificados anteriormente
O código CEST 17.075.00 identifica, em âmbito nacional, mercadorias potencialmente sujeitas ao regime de Substituição Tributária do ICMS e à antecipação do imposto. Neste item, o CEST 17.075.00 está classificado no segmento 17 - Produtos alimentícios, conforme os Convênios ICMS 92/2015 e 52/2017 do CONFAZ.
Na Substituição Tributária (ST), a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS devido em toda a cadeia de circulação da mercadoria é concentrada em um único contribuinte, normalmente o fabricante, importador ou atacadista. Já a antecipação do imposto ocorre quando o ICMS da etapa futura é recolhido antes da saída subsequente, muitas vezes na entrada da mercadoria no estado ou na primeira operação interna.
O uso correto do CEST 17.075.00 é fundamental para identificar quando a mercadoria se enquadra nesses regimes especiais. Isso permite que a empresa:
- centralize o recolhimento do ICMS-ST em poucos pontos da cadeia, reduzindo riscos para varejistas;
- antecipe o imposto de forma planejada, evitando surpresas no fluxo de caixa e em fiscalizações futuras;
- padronize a tributação entre diferentes estados que adotam o mesmo NCM + CEST;
- facilite o cumprimento de obrigações acessórias (SPED, GIA, arquivos de apuração) com regras claras por CEST.
Por outro lado, não utilizar ou utilizar de forma incorreta o CEST 17.075.00 pode gerar:
- autuações por falta de recolhimento de ICMS-ST ou DIFAL, com cobrança retroativa de imposto, juros e multa;
- glosas de créditos de ICMS em entradas, quando o fisco entende que a classificação fiscal ou o CEST 17.075.00 utilizado não são compatíveis;
- exigência de complementos de ST em operações passadas, especialmente quando a mercadoria está claramente listada na tabela oficial para o CEST 17.075.00;
- inconsistências em obrigações acessórias (como SPED Fiscal), com risco de multas por informação inexata ou incompleta.
Para este código CEST, 17.075.00, o principal código NCM vinculado é 1511 (capítulo 15 da NCM) . Essa combinação NCM + CEST é a base para que os estados definam quais operações estarão sujeitas à Substituição Tributária, com regras específicas de base de cálculo, MVA, alíquotas e partilha do ICMS-ST.
O contribuinte deve sempre observar a legislação estadual (regulamento do ICMS, protocolos e convênios específicos) para verificar se, na unidade federada de origem e de destino, o CEST 17.075.00 está efetivamente sujeito ao regime de Substituição Tributária, bem como eventuais exceções, reduções de base de cálculo e regimes especiais.
Diferenças de aplicação do CEST 17.075.00 por estado (UF)
Embora o CEST seja padronizado nacionalmente pelos convênios do CONFAZ, cada estado define se e como irá aplicar a Substituição Tributária para o CEST 17.075.00. Em muitas UFs, esse código é utilizado em operações internas, interestaduais ou apenas em situações específicas (por exemplo, vendas para consumidor final contribuintes ou não contribuintes do ICMS).
Na prática, ao trabalhar com o CEST 17.075.00, é importante verificar, para cada UF envolvida na operação:
- se há protocolo ou convênio específico que inclua o CEST nas operações com NCM;
- se o estado adotou integralmente, parcialmente ou não adotou o regime de ST para o CEST 17.075.00;
- se a ST vale apenas para operações internas, para saídas interestaduais ou para ambas;
- se existem exceções por tipo de destinatário (contribuinte x consumidor final), regime tributário do remetente (Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real) e tipo de operação (revenda, industrialização, uso e consumo, imobilizado etc.).
Estados costumam publicar anexos específicos no Regulamento do ICMS, protocolos bilaterais/multilaterais e atos complementares detalhando para quais mercadorias, identificadas por NCM + CEST, a ST se aplica, quais margens de valor agregado (MVA) devem ser usadas e quais operações ficam fora do regime.
Checklist prático antes de aplicar ST para o CEST 17.075.00
- confirmar se o produto está corretamente classificado no NCM e se o CEST 17.075.00 corresponde à descrição efetiva da mercadoria;
- verificar, no estado de origem e de destino, se há previsão expressa para aplicação de ST ao conjunto NCM + CEST;
- identificar o tipo de operação (revenda, industrialização, transferência, bonificação etc.) e o tipo de destinatário, pois isso pode alterar a regra de ST;
- conferir a MVA, eventual redução de base de cálculo e as alíquotas internas e interestaduais aplicáveis;
- validar se o sistema de faturamento/ERP está configurado para preencher o CEST 17.075.00 e o grupo de ICMS apropriado no XML da NF-e;
- registrar a fonte da regra (convênio, protocolo, decreto, instrução normativa) na política fiscal interna da empresa, para facilitar auditorias futuras.
Erros comuns envolvendo o CEST 17.075.00
- utilizar o CEST 17.075.00 com um NCM diferente daquele previsto na tabela oficial de correlação;
- aplicar ST em estados que não adotaram o regime para o CEST 17.075.00 ou para aquele NCM;
- esquecer de preencher a tag
<CEST>no XML, mesmo quando a mercadoria está em regime de Substituição Tributária; - manter cadastros de produtos com CEST desatualizado após alterações em convênios ou na tabela CEST;
- considerar que a regra de um estado vale automaticamente para todos os demais, sem verificar a legislação específica de cada UF.
Perguntas frequentes sobre o CEST 17.075.00
O CEST 17.075.00 obriga sempre a aplicar ST?
Não. O CEST é um identificador nacional de mercadorias sujeitas à possibilidade de Substituição Tributária. A aplicação efetiva depende da legislação de cada estado e do tipo de operação realizada.
Posso usar o CEST 17.075.00 com outro NCM?
Em regra, não. As tabelas oficiais definem quais códigos NCM estão atrelados ao CEST 17.075.00. Divergências entre NCM e CEST podem gerar autuações por enquadramento incorreto da mercadoria.
O que fazer se um estado não listar o CEST 17.075.00?
Quando a UF não adota o CEST 17.075.00 para o NCM, em geral a operação segue a tributação normal do ICMS (sem ST para aquele produto específico), respeitando as regras locais de crédito/débito e demais particularidades do regulamento estadual.
Impactos do CEST 17.075.00 na apuração de impostos e no fechamento do mês
A correta utilização do CEST 17.075.00 afeta diretamente a apuração do ICMS, inclusive ST e DIFAL, bem como o fechamento mensal da escrituração fiscal. Se o produto estiver sujeito à Substituição Tributária, o imposto pode ser recolhido na origem (responsabilidade do remetente) e impactar:
- o cálculo do ICMS próprio da operação;
- o destaque e o recolhimento do ICMS-ST (quando devido);
- a base de cálculo utilizada para ST, com aplicação da MVA definida para o CEST 17.075.00 e para a UF;
- o controle de ajustes na apuração (complementos e restituições de ST, devoluções, retornos de mercadorias).
No fechamento de mês, operações envolvendo o CEST 17.075.00 exigem conferir se:
- os valores de ICMS-ST destacados em NF-e batem com os recolhimentos em GNRE ou guias estaduais;
- os créditos e débitos de ICMS próprio foram apropriados corretamente;
- eventuais diferenças de MVA, mudanças de regra ou ajustes por devoluções foram refletidos na apuração;
- as notas de entrada e saída envolvendo NCM + CEST foram escrituradas com o CST/CSOSN e CFOP adequados.
CEST 17.075.00 e cálculo do DIFAL
O DIFAL é o diferencial de alíquotas do ICMS: a diferença entre a alíquota interna do estado de destino e a alíquota interestadual aplicada na operação. Ele incide, em regra, nas operações interestaduais destinadas a consumidor final quando a legislação assim determina, especialmente após a EC 87/2015. Para produtos com NCM vinculados ao CEST 17.075.00, é comum que a operação possa envolver simultaneamente:
- ICMS próprio da operação;
- ICMS-ST (quando o produto está no regime de ST entre as UFs envolvidas);
- DIFAL para consumidor final, conforme regras de cada estado e da EC 87/2015.
É fundamental avaliar se, na combinação específica de NCM, CEST 17.075.00, UF de origem, UF de destino e tipo de destinatário, o DIFAL:
- é devido além do ICMS-ST;
- é dispensado em função de acordo ou benefício estadual;
- deve ser recolhido pelo remetente, pelo destinatário ou partilhado de forma diferente, conforme a regra vigente.
Pontos de atenção no faturamento (saídas)
- garantir o cadastro correto do produto com NCM e CEST 17.075.00 alinhados à tabela oficial;
- definir o CST/CSOSN, CFOP, MVA e alíquotas de ICMS/ICMS-ST adequados para cada UF de destino;
- configurar o ERP para preencher automaticamente a tag
<CEST>e o grupo correto de ICMS no XML, evitando erros manuais; - revisar periodicamente as regras de tributação do CEST 17.075.00 quando houver alteração de convênios, protocolos ou legislação estadual;
- validar se o valor total de ICMS-ST e de DIFAL por NF-e está compatível com os relatórios de apuração mensal.
Pontos de atenção na escrituração de entradas
- conferir se o fornecedor utilizou o CEST 17.075.00 compatível com o NCM do produto;
- verificar se o ICMS-ST foi destacado corretamente (quando devido) e se há direito a restituição ou complementação em situações específicas;
- escriturar a nota com o CST/CSOSN e CFOP corretos, diferenciando entradas com e sem ST para o mesmo CEST 17.075.00;
- observar se a mercadoria será revendida, consumida ou integrada ao ativo imobilizado, pois isso influencia créditos e ajustes futuros;
- manter controles que permitam rastrear operações com o CEST 17.075.00 em caso de fiscalização.
Como preencher o CEST na Nota Fiscal Eletrônica (NF-e / NFC-e)
No arquivo XML da NF-e/NFC-e, o código CEST é informado na tag <CEST>, localizada dentro do grupo do produto <prod> de cada item (<det>). A informação deve ser compatível com o código NCM utilizado e com a mercadoria efetivamente vendida, evitando divergências com a legislação de Substituição Tributária.
<det nItem="1">
<prod>
<cProd>SEU_CODIGO_INTERNO</cProd>
<cEAN>SEM GTIN</cEAN>
<NCM>1511</NCM>
<CEST>1707500</CEST>
<xProd>DESCRIÇÃO DO PRODUTO</xProd>
...
</prod>
<imposto>
<ICMS>
<ICMS10>
<orig>0</orig>
<CST>10</CST>
<modBC>3</modBC>
<vBC>100.00</vBC>
<pICMS>18.00</pICMS>
<vICMS>18.00</vICMS>
<modBCST>4</modBCST>
<pMVAST>40.00</pMVAST>
<vBCST>140.00</vBCST>
<pICMSST>18.00</pICMSST>
<vICMSST>25.20</vICMSST>
</ICMS10>
</ICMS>
</imposto>
</det>
Note que, além da tag <CEST>, os regimes de Substituição Tributária são configurados nos grupos de ICMS (<ICMS10>, <ICMS30>, <ICMS60>, entre outros), mas a identificação da mercadoria para fins de ST é construída a partir da classificação fiscal NCM combinada com o CEST.
Erros de validação da NF-e relacionados ao CEST 17.075.00
Conforme o Manual de Orientação do Contribuinte (MOC) do projeto Nota Fiscal Eletrônica (disponível no portal oficial em moc.sped.fazenda.pr.gov.br e no portal da NF-e (nfe.fazenda.gov.br)), os sistemas autorizadores da NF-e e NFC-e validam as informações de CEST e podem rejeitar a nota nas situações descritas abaixo. O código numérico de rejeição (cStat) retornado pelo sistema em cada caso consta na tabela de Regras de Validação do MOC, no mesmo documento oficial. Abaixo, cada situação com a solução recomendada para o CEST 17.075.00:
- Não informado o código CEST para o produto (quando obrigatório)
O MOC estabelece que, quando for o caso, deve ser informado o código CEST para o produto. Em operação com ICMS-ST, a partir de 01/10/2016 a informação do CEST é obrigatória. Deixar a tag<CEST>em branco nesses casos gera rejeição.
Solução: Inclua a tag<CEST>no item da NF-e com o valor 1707500. Atualize o cadastro do produto no ERP/sistema de emissão para que o CEST seja enviado automaticamente em todas as notas desse item. - Informado um CEST inexistente
O MOC prevê rejeição quando for informado um CEST inexistente. O código deve constar na tabela nacional de CEST (Convênios ICMS 92/2015 e 52/2017). Códigos desatualizados, digitados errado ou com formato inválido são rejeitados.
Solução: Verifique se o valor na tag<CEST>está exatamente como 1707500. Remova pontos ou espaços se o schema exigir apenas dígitos. Consulte a tabela oficial (Convênio ICMS 52/2017) ou esta página para confirmar que o código existe e está vigente. - Informado código CEST incompatível com o NCM
O MOC estabelece que não pode ser informado código CEST incompatível com o NCM. O CEST deve ser um dos códigos legalmente associados àquele NCM na tabela oficial.
Solução: Confira no bloco Associação CEST-NCM desta página quais NCMs são permitidos para o CEST 17.075.00. Ajuste o cadastro do produto: use um desses NCMs ou, se o NCM estiver correto, troque o CEST para o código associado a esse NCM. Reenvie a NF-e após corrigir. - GTIN incompatível com o CEST
O MOC (validações do Cadastro Centralizado de GTIN – CCG) prevê que, quando o GTIN (código de barras) do item ou da unidade tributável está informado, a SEFAZ valida a compatibilidade com o NCM e o CEST. Incompatibilidade gera rejeição.
Solução: Verifique se o GTIN cadastrado corresponde ao produto classificado com o CEST 17.075.00. Corrija o cadastro de barras ou a classificação fiscal (NCM/CEST) do item e reenvie a NF-e. - Descrição do produto incompatível com o CEST
A descrição do item (<xProd>) deve corresponder ao tipo de mercadoria do CEST 17.075.00. Inconsistência pode ser questionada pelo fisco ou gerar rejeição em validações que utilizem o CCG.
Solução: Alinhe a descrição do produto no cadastro e no XML à natureza da mercadoria do CEST 17.075.00 (conforme a descrição oficial deste item). Se o produto for outro tipo de mercadoria, classifique com o NCM e o CEST corretos e reemita a nota.
O código numérico (cStat) e a mensagem (xMotivo) retornados pelo sistema da SEFAZ para cada rejeição constam na tabela de Regras de Validação do Manual de Orientação do Contribuinte (MOC), disponível no portal oficial da NF-e. Consulte o MOC em moc.sped.fazenda.pr.gov.br ou no nfe.fazenda.gov.br para a listagem completa dos códigos de rejeição. Em caso de dúvida, confira no sistema de emissão o cadastro do produto (NCM e CEST) e reenvie a NF-e após as correções.
CEST 17.075.00 e Reforma Tributária
A Reforma Tributária em discussão no Brasil propõe a simplificação de tributos sobre o consumo, com substituição gradual de ICMS, PIS/COFINS e ISS por novos tributos de base ampla (como IBS e CBS), além de regimes específicos para setores sensíveis. Nesse cenário, códigos como CEST 17.075.00 e a própria lógica de Substituição Tributária tendem a ser rediscutidos, seja para serem mantidos de forma transitória, seja para serem substituídos por mecanismos mais simples de tributação na cadeia.
Enquanto a transição não estiver totalmente implementada, empresas que operam com o CEST 17.075.00 precisam acompanhar:
- as regras de convivência entre o modelo atual (ICMS/ST, DIFAL) e o modelo futuro;
- eventuais ajustes nas tabelas de NCM e CEST que possam ocorrer na fase de transição;
- o impacto em seus sistemas de faturamento e escrituração, garantindo que NCM e CEST continuem coerentes com a legislação em cada etapa.
Em resumo, mesmo com a Reforma Tributária, conhecer em profundidade o comportamento tributário do CEST 17.075.00 para cada NCM e cada estado permanece essencial para reduzir riscos fiscais, evitar autuações e manter a competitividade da empresa.